COOPMED: HISTÓRIA DE COOPERAÇÃO E PIONEIRISMO

A COOPMED, nossa cooperativa de consumo, tem uma histórica rica, que começou a construir as bases do cooperativismo médico em Minas Gerais. A Fencom se orgulha de ter a COOPMED como uma de suas filiadas e conta aqui um pouco dessa história de idealismo e pioneirismo.

A Cooperativa de Consumo, Editora e de Cultura Médica – COOPMED foi criada por um grupo de estudantes liderados por Carlos Leite e de professores da Faculdade de Medicina da UFMG, em histórica reunião realizada no dia 14 de agosto de 1961. Os avanços tecnológicos do instrumental médico e a necessidade de atualização científica em livros importados trazia uma demanda dos estudantes, que precisavam adquirir livros e aparelhos muito caros. Decidiu-se, então, criar uma cooperativa para obter melhores preços nas importações pois, sem finalidade lucrativa, ela pagaria menos impostos e poderia vender a preços melhores, beneficiando seus associados.

A COOPMED se consolidou como um ponto de referência, tanto para a busca da informação médica segura como para o reencontro de gerações de médicos. De seu local encolhido no porão da Faculdade de Medicina da UFMG, tornou-se uma loja de maiores dimensões, e chegou a possuir três imóveis nos seus arredores.

Procurando atender aos princípios que nortearam sua criação e fortalecendo a ideia do cooperativismo, a COOPMED pode se vangloriar de ser um fundamento do cooperativismo médico mineiro, pois de seus quadros surgiram gestores das cooperativas de crédito, de trabalho e de nossas federações.

Mas, os tempos não foram fáceis: turbulência econômica e política, ditadura militar, seis planos econômicos, inflação e a globalização da economia, que praticamente liquidou o cooperativismo de consumo. Os livros agora são importados pela internet, e os meios eletrônicos de acesso às informações dominam o mercado.

Para sua sobrevivência, e em nome de seus 25000 associados, a COOPMED mudou. Tentando manter seus princípios modificou a gestão, profissionalizou-se, e avaliando o mercado procurou novos e diversos caminhos. Para acompanhar a tendência moderna dos planejamentos estratégicos promoveu diversas oficinas de trabalho, analisando conjunturas e avaliando perspectivas, estabeleceu novas diretrizes, e três linhas estratégicas foram projetadas: a ampliação de seu quadro social contemplando todas as profissões de saúde; fortalecimento das relações intercooperativas, com representações institucionais nos seus conselhos; e uma política editorial privilegiada. E o nome da COOPMED também se adaptou, e agora é a Cooperativa de Consumo, Editora e de Cultura Médica Ltda.

Assim, a COOPMED segue em frente. Já não são mais jovens os mestres e alunos que criaram a cooperativa. Mas, aqueles a quem ainda se pode conviver reverenciam Carlos Antônio Goulart Leite, como aquele que sustentou a ideia nos seus primórdios e afirmam que, hoje, foram as gerações de profissionais e alunos que mantiveram aquela perseverança e esforço em sustentar uma “quase” instituição, cujo proveito é a informação confiável, a cultura no seu latu senso e um velho coleguismo.